São Paulo, 20 de junho de 2018
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Terapia por Pressão Negativa para reduz incidência de infecções pós-operatórias

10/4/2018

Terapia por pressão negativa

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde divulgou, pela primeira vez, diretrizes para a prevenção e controle das Infecções do Sítio Cirúrgico (ISCs) – que ocorrem quando bactérias contaminam as incisões feitas nas cirurgias – com o intuito de gerar visibilidade para o impacto dessas ocorrências ao redor do mundo. Dentre as recomendações da agência global, a terapia por pressão negativa profilática foi apontada como uma solução para a redução da incidência de ISCs em incisões fechadas com alto risco de infecção.

 

A terapia por pressão negativa é um mecanismo que promove a melhora do ambiente celular e acelera o fechamento da ferida por meio da assepsia, do controle da umidade no local e da drenagem de fluidos. A partir de uma revisão sistemática, a OMS concluiu que esse tipo de terapia reduziu significativamente a probabilidade de ISCs em pacientes com uma incisão de alto risco fechada (como, por exemplo, cirurgias abdominais, vasculares, de trauma ortopédico, entre outras), comparadas aos curativos pós-operatórios tradicionais. A análise dos estudos observacionais demonstrou uma redução de mais de 7% na incidência desse tipo de infecção nos casos em que a terapia por pressão negativa foi utilizada. Os achados foram publicados na revista Medicine.

 

“É a primeira vez que a OMS divulga diretrizes sobre esse tipo de infecção, uma das mais recorrentes no pós-operatório; o que mostra a importância da prevenção das infecções do sítio cirúrgico”, comenta Débora Sanches, presidente da Sociedade Brasileira de Tratamento Avançado de Feridas (SOBRATAFE). “As medidas vão desde a higiene dos pacientes e do uso adequado de antibióticos até a utilização de terapias mais modernas, como a terapia por pressão negativa, para conter o problema”, completa.

 

No Brasil, as infecções do sítio cirúrgico ocorrem frequentemente nos serviços de saúde e representam de 14% a 16% das ocorrências encontradas em pacientes hospitalizados1. Cerca 11% de todos os procedimentos cirúrgicos analisados pelo Ministério da Saúde resultaram em uma infecção deste tipo.

 

A taxa de infecção varia de acordo com fatores relacionados à população atendida e aos procedimentos realizados, sendo que em países com baixa e média renda o risco de ISCs é de 3 a 5 vezes maior que nos de alta renda.

 

Além do tratamento das infecções do sítio cirúrgico, as terapias por pressão negativa vêm sendo utilizadas ao redor do mundo desde a década de 90 como aliadas no tratamento de feridas complexas (lesões agudas ou crônicas de cicatrização complicada), como as de pés diabéticos, as úlceras por pressão, as de fraturas expostas, entre outros.

 

Conscientização: o tempo não cicatriza

 

Promover a conscientização é um dos motivos da união de sete organizações, entre sociedades de enfermagem, como a SOBRATAFE, e médicas e associação de pacientes, com apoio da ACELITY, na campanha O Tempo Não Cicatriza. Para feridas complexas, o tratamento é o melhor remédio no Brasil. A iniciativa espera informar a população sobre feridas complexas e seus riscos, levando as pessoas a procurarem um profissional da saúde que possa avaliar a utilização de tratamentos mais adequados. As opções terapêuticas variam de acordo com o tipo de lesão e com a região do corpo em que estão localizadas.

 

A campanha é promovida pelas sociedades brasileiras de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), de Queimaduras (SBQ), de Tratamento Avançado de Feridas (SOBRATAFE), a de Atendimento Interligado ao Traumatizado (SBAIT); de Estomaterapia (SOBEST) e a de Enfermagem em Dermatologia (SOBENDE), e a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD).

 

Atualmente, estão disponíveis no País soluções inovadoras como curativos avançados com propriedades antimicrobiana, antiodor, regenerativa ou hidratante, que contribuem para a cicatrização.

 

Também existem tecnologias hospitalares e domiciliares, como o sistema de pressão negativa, que utiliza a pressão controlada e localizada sobre a lesão por meio de um curativo de espuma coberto por uma película e ligado a um sistema de drenagem, e a câmara hiperbárica que permite ao paciente respirar oxigênio puro enquanto fica sob uma pressão de duas a três vezes superior à pressão atmosférica ao nível do mar. Ambas as tecnologias aceleram o tempo de cicatrização de feridas.



Fonte: divulgação | Portal da Enfermagem

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