São Paulo, 25 de September de 2017
Home / Colunistas / Áreas de atuação do Enfermeiro Estomaterapeuta – Incontinência Urinária

Estomaterapia | Sílvia Angélica Jorge

Diretora do Departamento de Enfermagem do Hospital de Clínicas/UNICAMP e Conselheira Científica da Sobest – Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências. Enfermeira Estomaterapeuta TiSOBEST, Graduada e Licenciada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Ciências Médicas, é Mestre em Enfermagem Fundamental, pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – SP, com Especialização em Estomaterapia na Faculdade de Ciências Médicas/ UNICAMP, Especialização em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo, Especialização em Administração Hospitalar pela Faculdade São Camilo e Especialização em Desenvolvimento Gerencial pela Universidade Estadual de Campinas. - Email: secretaria@sobest.com.br

+ postagens

Áreas de atuação do Enfermeiro Estomaterapeuta – Incontinência Urinária

A Incontinência Urinária (IU) é uma condição que afeta a qualidade de vida, comprometendo o bem estar físico, emocional, psicológico e social. Pode acometer indivíduos de todas as idades, ambos os sexos e de todos os níveis sócios econômicos.

Normalmente existe uma perfeita coordenação entre a bexiga e o esfíncter, e a maioria das pessoas possuem um completo controle sobre esse processo, permitindo o enchimento da bexiga entre 400 a 500ml, sem que ocorra perda urinária.

Na fase de enchimento, a bexiga está relaxada e o esfíncter contraído. Na fase de esvaziamento da bexiga, é necessária uma perfeita coordenação entre a contração do músculo da bexiga e o relaxamento do esfíncter. Esta coordenação é chamada de sinergismo vesicoesfincteriano.

As mulheres são mais predispostas do que homens. Diferentes doenças podem causar os sintomas, sendo que algumas são transitórias e facilmente tratáveis, como infecções urinárias e vaginais, efeitos colaterais de medicamentos e constipação intestinal, mas outras causas podem ser duradouras ou permanentes.

Entre elas destacam-se doenças como a bexiga hiperativa, flacidez da musculatura do soalho pélvico, doenças e lesões da medula, cirurgias sobre a bexiga, órgãos genitais femininos e outros órgãos pélvicos, doenças que afetam os nervos ou músculos (acidente vascular cerebral, esclerose múltipla, poliomielite, distrofia muscular etc.).

Em homens sem problemas neurológicos, a incontinência urinária está na maioria das vezes associada à história de cirurgias prostáticas. Durante estas cirurgias pode haver lesão do esfíncter ou do nervo responsável pelo seu funcionamento levando a perdas urinárias.

Muitas vezes o paciente deixa de realizar atividades cotidianas que possam afastá-lo do banheiro por algum tempo. Por esta razão, é muito importante saber que a grande maioria das causas de incontinência pode ser tratada com sucesso.

É importante o acompanhamento pela equipe multiprofissional e principalmente pelo Enfermeiro Estomaterapeuta, que é um especialista capacitado, para identificar as causas, fornecer orientações e realizar um trabalho voltado ao fortalecimento pélvico com aumento da força de contração, desenvolvendo uma maior consciência e domínio acerca das estruturas do próprio corpo e ampliando a atividade dos músculos do soalho pélvico.

O programa compreende a cinesioterapia e a eletroestimulação, geralmente acompanhados de sessões de biofeedback, para o reconhecimento e o recrutamento das estruturas musculares a serem trabalhadas.

Comentários

O portal da Enfermagem não faz a moderação dos comentários sobre suas matérias, esse Espaço tem a finalidade de permitir a liberdade de expressão dos seus leitores, portanto, os comentários não refletem a opinião dos gestores. Apesar disso, reservamo-nos o direito de excluir palavras de baixo calão, eventualmente postadas.

Nenhum comentário enviado, seja o primeiro. Participe!