São Paulo, 17 de August de 2017
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Estomaterapia | Sílvia Angélica Jorge

Diretora do Departamento de Enfermagem do Hospital de Clínicas/UNICAMP e Conselheira Científica da Sobest – Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências. Enfermeira Estomaterapeuta TiSOBEST, Graduada e Licenciada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Ciências Médicas, é Mestre em Enfermagem Fundamental, pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – SP, com Especialização em Estomaterapia na Faculdade de Ciências Médicas/ UNICAMP, Especialização em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo, Especialização em Administração Hospitalar pela Faculdade São Camilo e Especialização em Desenvolvimento Gerencial pela Universidade Estadual de Campinas. - Email: secretaria@sobest.com.br

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Segurança do paciente

Os serviços de saúde são complexos e têm sido incorporado cada vez mais tecnologias e procedimentos elaborados, porém aliado a isso existem os riscos adicionais na prestação da assistência aos pacientes.

A Segurança do Paciente é um componente essencial da qualidade do cuidado, e tem adquirido, em todo o mundo, importância cada vez maior para os pacientes e suas famílias, para os gestores e profissionais de saúde no sentido de oferecer uma assistência segura.

O Ministério da Saúde – MS, por meio da Portaria 529/2013 instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente – PNSP, obrigatório em todo território nacional  para monitorar os processos de trabalho nas instituições de saúde, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA,  por meio da Resolução da Diretoria Colegiada – RDC 36/20163, instituiu ações para a segurança do paciente em serviços de saúde (atendendo as seis metas internacionais preconizadas pela Organização Mundial de Saúde – OMS), com destaque para a criação do Núcleo de Segurança do Paciente – NSP nas instituições que deve desenvolver um Plano de Segurança do Paciente – PSP, para direcionar ações para o mesmo propósito, tornando obrigatório o monitoramento e prevenção de danos relacionados à assistência.

Dentre as metas estabelecidas no Programa de Segurança do Paciente/MS ao Enfermeiro Estomaterapeuta compete, diretamente, a prevenção das lesões por pressão, que é considerada um evento adverso da assistência de saúde.

A manutenção da integridade da pele dos pacientes restritos ao leito tem por base o conhecimento e a aplicação de medidas de cuidado relativamente simples, tais como a avaliação de risco que o paciente tem para desenvolver a lesão por pressão (por ex.: Escala de Braden), avaliação diária da pele, mudança de decúbito a cada duas horas, proteção de proeminências ósseas, utilização de superfícies de suporte que redistribuam a pressão adequadamente, otimização das condições nutricionais do paciente e cuidados específicos com a pele.

A redução dos riscos e dos danos e a incorporação de boas práticas favorecem a efetividade dos cuidados de enfermagem e o seu gerenciamento de modo seguro. Esta melhoria depende da necessária mudança de cultura dos profissionais para a segurança, o uso de indicadores de qualidade, a existência de um sistema de registros, alinhados à política de segurança do paciente instituída nacionalmente.

Compete ao Enfermeiro Estomaterapeuta estabelecer ações para prevenir, evitar e minimizar eventos adversos ou danos evitáveis decorrentes da assistência aos pacientes com risco para desenvolver Lesão por Pressão, bem como informar ao Núcleo de Segurança o número de pacientes que desenvolveram lesões por pressão, quanto ao número de lesões/paciente, localização, estágio, características, conduta, evolução e as unidades onde estes pacientes estavam internados. Esses dados são importantes indicadores da assistência de enfermagem para que seja discutido com os profissionais de cada área e melhorar a performance do atendimento e assistência aos pacientes.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Assistência Segura: uma reflexão teórica aplicada à prática – Série: Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde – 1ª edição, 2013 – www.anvisa.gov.br

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