São Paulo, 2 de dezembro de 2020
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Estomaterapia | Angela Boccara

Profa. Dra Maria Angela Boccara de Paula - TiSobest Presidente da Associação Brasileira de Estomaterapia - Sobest Editora da Revista Estima Professora Doutora do Departamento de Enfermagem e Nutrição e Professora do Programa de Mestrado em Desenvolvimento Humano Universidade de Taubaté - Email: presidencia@sobest.com.br

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Dia Nacional da Pessoa com Estomia: Celebrar e Lutar

A estomia é parte do tratamento cirúrgico de alguns eventos adversos como doenças, traumas e acidentes. Pode ser definitiva ou temporária.

Gera alterações na dinâmica do viver, desde os aspectos físicos, até questões relacionadas às dimensões sociopsicoespiturituais.

A pessoa com estomia demanda cuidados especiais e o enfermeiro estomaterapeuta é o profissional devidamente capacitado para acompanhá-la desde o período pré-operatório.

No dia 16 de novembro é celebrado o Dia Nacional da Pessoa com Estomia e se faz necessário não apenas celebrar essa data, o que é muito importante, pois a estomia contribui para a vida, mas é fundamental que os profissionais de saúde, os pacientes e os familiares se unam para, juntos, lutarem pelos direitos das pessoas com estomia no Brasil.

As políticas públicas são imprescindíveis para que as pessoas com estomias recebam assistência de qualidade, desde o diagnóstico, até o fechamento da estomia ou até o final da vida para aquelas com estomia definitiva. Equipamentos de qualidade são fundamentais para favorecer o processo de reabilitação, trazer segurança e conforto. Precisam ser disponibilizados em quantidades suficientes para que a pessoa não desenvolva complicações, especialmente as dermatites periestomia.

A assistência contínua de equipe multiprofissional é outro aspecto muito importante que precisa ser garantido e enfermeiros especialistas em Estomaterapia devem compor as equipes que acompanham as pessoas com estomia.

Produtos adjuvantes também são necessários, mas não são amplamente contemplados na Portaria 400, que define as Diretrizes Nacionais para a Atenção à Saúde das Pessoas Ostomizadas no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS. Porém, são muitas vezes essenciais para o cuidado da pessoa com estomia, em especial quando estas são mal confeccionadas.

Outros pontos importantes como a irrigação da colostomia e a adaptação de banheiros públicos, precisam ser fortemente defendidos para que sejam devidamente instituídos e implementados.

A rede de atenção à pessoa com estomia precisa estar acontecendo de fato, com todo sistema de referência e contra referência, sendo um caminho simples a ser percorrido pela pessoa com estomia e seus familiares.

Profissionais de saúde devem estar devidamente preparados para atender às demandas dessa população, em todos os níveis de atenção a saúde. Assim, finalizo este texto afirmando que algumas conquistas já foram alcançadas, porém ainda há muito a ser realizado e, somente com o trabalho e a conscientização, será possível transformar demandas em ações que gerem resultados definitivos para as pessoas com estomia, em forma de LEI.

Educação, informação e conhecimento são a base para fomentar as melhores estratégias que precisam ser amplamente compartilhas, objetivando sensibilizar a comunidade e, em especial, os políticos brasileiros para a causa das pessoas com estomia.

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