São Paulo, 18 de setembro de 2020
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Estomaterapia | Maria Angela de Paula

Profa. Dra Maria Angela Boccara de Paula - TiSobest Presidente da Associação Brasileira de Estomaterapia - Sobest Editora da Revista Estima Professora Doutora do Departamento de Enfermagem e Nutrição e Professora do Programa de Mestrado em Desenvolvimento Humano Universidade de Taubaté - Email: presidencia@sobest.com.br

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Sobre Singular e Coletivo

Singular e Coletivo, como, onde e de que forma se inter-relacionam?

Será possível traduzir o Singular por meio do Coletivo e vice-versa?

O que vocês pensam a respeito desse tema? Desse questionamento? O que nossas histórias pessoais dizem a respeito dos grupos aos quais pertencemos? Minha história se dá por determinismos sociais?

Quantas perguntas, não é?

Na verdade, fico a pensar sobre essas questões e entendo que ao fazer parte de um grupo, seja ele familiar, social, de trabalho ou lazer, sou influenciado e influencio. Contribuo e recebo e, assim, a dinâmica se estabelece de forma que o compartilhar de ideias, significados e sentidos semelhantes, não iguais, mas que confluem afinidades, determinam as formas de relações específicas. Assim, comportamentos e maneiras de relacionamentos se estabelecem, configurando a imagem do grupo.

Essa imagem é composta por múltiplas singularidades que se conectam e se manifestam por meio do coletivo.

Esse coletivo por sua vez não se traduz de forma totalmente homogênea, vez que cada singularidade é composta por diferentes experiências, que são vivenciadas, sentidas e significadas de diversas maneiras, sendo que fatos marcantes da vida influenciam e, por vezes, até acabam definindo nossa trajetória pessoal. E como fazemos parte de diferentes grupos, também contribuímos para caracterizar o grupo, já que criamos imagens e representações de nós mesmos e das nossas relações com os outros; entre o eu individual e a dimensão temporal de nossa experiência e da nossa existência.

As experiências são fundamentais para que o indivíduo possa conhecer emoções, dar sentido a fatos, momentos, pessoas e assim escrever sua trajetória. Essa experiência é individual, porém é percebida e entendida à luz de um contexto histórico, cultural, ambiental, local, em que causas e condições se reuniram e, desta forma, aquela experiência pôde ser vivenciada. O sentido atribuído a este momento terá percepções diferentes à medida que a temporalidade se estabeleça e de forma gradativa, o significado atribuído ganha novas interpretações, tanto individuais como as grupais. A realidade é feita de interpretações. Singulares que compõe as Coletivas. É um universo de combinações e possibilidades que nos instiga a procurar similaridades e diferenças entre os grupos, as pessoas e por que não dizer, globalmente.

O que será que temos de tão singular? Por que as singularidades são tão importantes nos percursos coletivos?

Continuamos a investigar a História e as histórias da humanidade, buscando respostas que provavelmente não serão as mesmas, mas que certamente terão grandes similaridades.

AFINAL, NÃO HÁ COLETIVO SEM SINGULAR.

Todos fazemos parte e, portanto, criamos o Coletivo.

Comentários

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