São Paulo, 15 de agosto de 2018
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Exame de sangue pode prever parto prematuro

11/6/2018

Parto prematuro

Pesquisadores americanos e dinamarqueses afirmaram nesta quinta-feira que desenvolveram um exame de sangue barato que pode prever com até 80% de precisão se uma mulher grávida dará à luz prematuramente.

 

Embora mais pesquisas sejam necessárias antes que o teste esteja pronto para uso generalizado, especialistas dizem que ele tem o potencial de reduzir fatalidades e complicações nos 15 milhões de nascimentos prematuros que ocorrem por ano em todo o mundo.

 

O teste também pode ser usado para estimar a data do parto de forma tão confiável quanto e menos dispendiosa do que a ultrassonografia, disse o estudo publicado na revista Science. O teste mede a atividade dos genes materno, placentário e fetal, avaliando os níveis de RNA livre de células, que são moléculas mensageiras que transportam as instruções genéticas do corpo.

 

"Descobrimos que um punhado de genes são altamente capazes de prever quais mulheres correm risco de parto prematuro", disse o coautor sênior Mads Melbye, professor visitante da Universidade de Stanford e presidente do Statens Serum Institut, em Copenhague.

 

"Eu passei muito tempo ao longo dos anos trabalhando para entender o parto prematuro. Este é o primeiro progresso científico real e significativo sobre este problema em muito tempo", acrescentou.

 

Outro pesquisador de destaque foi Stephen Quake, professor de bioengenharia e de física aplicada na Universidade de Stanford, que liderou uma equipe que criou um exame de sangue para a síndrome de Down em 2008 —hoje usado em mais de três milhões de mulheres grávidas por ano.

 

O nascimento prematuro, que ocorre quando o bebê chega pelo menos três semanas antes da data prevista, afeta 9% dos nascimentos nos EUA e é a principal causa de morte antes dos cinco anos entre as crianças em todo o mundo.

 

Já existem alguns testes para prever o nascimento prematuro, mas eles tendem a funcionar apenas em mulheres que apresentam um alto risco, e são precisos em somente cerca de 20% das vezes, de acordo com o estudo.

 

Para desenvolver o teste, os pesquisadores examinaram amostras de sangue de 31 mulheres dinamarquesas para identificar quais genes davam sinais confiáveis ​​sobre idade gestacional e risco de prematuridade.

 

Segundo os pesquisadores, depois da realização de mais pesquisas e do teste eventualmente chegar ao mercado, provavelmente será simples e barato o suficiente para ser usado em áreas pobres.



Fonte: Folha de S. Paulo | Portal da Enfermagem

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