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Enfermeira capixaba conquista espaço internacional como pesquisadora

30/12/2017

Ethel

Admiração. Essa é a palavra mais ouvida quando o assunto é a enfermeira e professora Ethel Leonor Noia Maciel Sá. E não é para menos. Capixaba de Baixo Guandu, Região Centro-Oeste do Espírito Santo, Ethel tem uma trajetória que merece mesmo toda admiração e respeito.


A opção pelo curso de Enfermagem se deu por influência do pai, um farmacêutico prático que dedicou a vida às pessoas que precisavam de cuidados.


Mas outra arte também despertou interesse na então estudante: a dança. Foi bailarina profissional durante vários anos, inclusive com apresentações fora do Brasil. Chegou a ficar dividida sobre qual caminho seguir. O pai, mais uma vez, deu uma ajudinha. Exigiu que ela concluísse o curso de Enfermagem para, só depois, fazer sua escolha.


E quando chegou o momento, a recém-graduada pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) deixou os palcos para brilhar como enfermeira. “Logo descobri que amava a Enfermagem e quando terminei o curso já estava engajada em pesquisas. Sou muito feliz por ter seguido essa profissão”, ressaltou.


Trajetória – Desde 2013, Ethel Maciel é vice-reitora da Ufes. Possui mestrado em Enfermagem de Saúde Pública pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, doutorado em Saúde Coletiva/Epidemiologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e pós-doutorado em Epidemiologia pela Johns Hopkins University e pela UC Berkeley School of Public Health (ambas nos Estados Unidos). Também é coordenadora de área da Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose (Rede-TB) e membro da Comissão de Epidemiologia da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Em 2016, Ethel Maciel passou a integrar o comitê técnico da Organização Mundial de Saúde (OMS) que auxilia os países com elevados índices de tuberculose a combater a doença.


Em novembro último, durante o 20º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF), realizado no Rio de Janeiro, Ethel Maciel recebeu o Prêmio Anna Nery 2017. A homenagem é uma honraria concedida pelo Cofen em reconhecimento ao talento e ao compromisso com a profissão.


EaD – Sobre a formação, Ethel Maciel alerta que os cursos de enfermagem devem ser presenciais. Nunca por ensino a distância. “Não é possível aprender a cuidar do outro sem aprimorar, presencialmente, as nossas habilidades técnicas. Espero que a luta travada pelo Cofen e Conselhos Regionais de Enfermagem seja vitoriosa, para assegurar qualidade na formação e no exercício profissional.”


Reconhecimento – Uma boa formação também é requisito essencial para fortalecer a busca pelo reconhecimento da profissão. “A enfermagem tem uma importância vital para a sociedade. Seja na assistência direta, na sala de aula, nas pesquisas ou na elaboração de políticas públicas. Mesmo assim, não conta com a valorização social e econômica que merece. Muita coisa precisa ser feita para corrigir isso.

 

Um dos caminhos é ocupar os espaços políticos, onde as decisões de fato são tomadas. Se tivéssemos representatividade na Câmara Federal, por exemplo, a jornada de 30 horas semanais para a enfermagem já teria sido aprovada”, enfatizou.



Fonte: Cofen | Portal da Enfermagem

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