São Paulo, 25 de setembro de 2017
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Gerontecnologia a serviço do envelhecimento

11/5/2017

Gerontologia

Gerontecnologia: o termo ainda não ganhou as ruas, mas já está há algum tempo na agenda das empresas do Vale do Silício, que reúne os gigantes do setor. Afinal, gerontecnologia é o campo de estudos, experimentos e invenções que une envelhecimento e tecnologia, um setor que só tende a crescer, considerando-se que, diariamente, dez mil pessoas completam 65 anos.

 

Trata-se de um mercado de enormes proporções para aplicativos e outros tipos de serviços que atendam às necessidades deste público. O segmento dos dispositivos de emergência (em inglês,personal emergency response systems, ou PERS) vem crescendo 6% ao ano, com uma estimativa de faturar mais de US$ 8.4 bilhões (cerca de R$ 26 bi) em 2020.

 

Um aparelho desses, que conecta idosos a centrais de monitoramento 24 horas, pode salvar uma pessoa que tenha sofrido uma queda severa. Se o socorro chegar em uma hora, a taxa de sobrevivência é multiplicada por seis.

 

A telemedicina, que inclui consultas virtuais, é uma nova fronteira cuja expansão deverá ser explosiva nos próximos anos, principalmente devido aos custos crescentes dos serviços de saúde.

 

Por meio de videoconferência, Ryan Woollrych, professor da Universidade de Heriot-Watt (Escócia) e da Universidade Simon Fraser (Canadá), participou do 10º Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia e cravou: “não se trata de apenas monitorar e prevenir doenças, mas também de manter o idoso ativo mental e fisicamente; controlar uma dieta saudável; e engajá-lo a adotar comportamentos e hábitos para a prevenção de enfermidades”.

 

No chamado ambiente doméstico assistido, é possível fazer o monitoramento remoto do paciente. Já existem dispositivos e sensores para acompanhar a atividade física, as condições de saúde e a segurança dos indivíduos dentro de casa e no seu entorno.

 

Esses sensores de ambiente ou que possam ser usados (wearables) são capazes de monitorar sinais vitais ou mudanças no padrão de atividade, indicando alterações nas condições do idoso. Além disso, interfaces inteligentes providenciariam informação, apoio e encorajamento para as pessoas se manterem ativas. O sistema pode ser compartilhado por diferentes observadores, incluindo familiares e cuidadores.

 

No entanto, na sua apresentação, o professor Ryan Woollrych lembrou que é preciso um trabalho de conscientização e convencimento para garantir a adesão dos pacientes: “a aceitação da tecnologia é indispensável, para não ser encarada como vigilância. Ela não pode gerar uma sensação de invasão, ou forçar as pessoas a realizar as atividades diárias”.

 

Como exemplo, citou um desses dispositivos de emergência: um bip pendurado no pescoço da pessoa, como um pendente: “pesquisa com usuários mostrou que desagradava aos idosos porque remetia a uma situação de fragilidade. Uma das mulheres, de 72 anos, dizia que sempre gostou de se arrumar e não gostaria de carregar no pescoço um bip, e sim uma joia. Outra, de 78 anos, também reagiu dizendo: ‘não quero que meus parentes e amigos me vejam como dependente. Usar esse tipo de coisa é quase um carimbo que mostra que você é velho’”.



Fonte: Bem Estar | Portal da Enfermagem

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