São Paulo, 17 de October de 2017
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Dicas do Especialista

Define-se ambulância como um veículo (terrestre, aéreo ou aquaviário) que se destine exclusivamente ao transporte de enfermos. As dimensões e outras especificações do veículo devem obedecer às normas da ABNT – NBR 14561/2000. Já as diretrizes para a padronização das unidades móveis estão contempladas na Portaria nº 2.048 do Ministério da Saúde.

 

Serviços públicos e privados de atendimento móvel podem diferenciar-se conforme a população atendida, o contrato com a operadora de saúde e as parcerias que irão agregar. Também diferem itens de medicamentos e de materiais de ponta, como, por exemplo, itens que reduzirão o delta T, isto é, tempo entre o chamado do solicitante até a equipe iniciar o atendimento.

 

“É muito importante não só adicionar em uma ambulância os itens previstos na Lei descrita, como também realizar treinamentos técnicos da tripulação e fomentar o espírito de equipe que irá gerar um impacto positivo no paciente”, esclarece a Adriana Mandelli, enfermeira Mestre em Emergência, Gerente de Enfermagem da BEM Emergências Médicas, que descreve abaixo as modalidades de ambulâncias e o que deve estar contemplado em um serviço móvel de suporte básico.  . 

 

Baseados na Lei, unidades de atendimento móvel podem ser:

 

- Ambulância tipo A: destinada ao transporte de pacientes sem risco de vida, remoções simples e caráter eletivo.

Tripulação mínima: 01 motorista e 01 Técnico/Auxiliar de Enfermagem;

 

- Ambulância Tipo B: destinada ao suporte básico, transporte inter-hospitalar de pacientes com risco de vida, sem necessidade de intervenção médica local. Tripulação mínima: 01 motorista e 01 Técnico/Auxiliar de Enfermagem;

 

- Ambulância Tipo C: destinada ao Resgate, atendimento de vítimas de acidentes, com equipamentos de salvamento onde for necessário.

Tripulação mínima: 01 motorista e 02 militares com capacitação para salvamento e suporte básico de vida;

 

- Ambulância Tipo D: destinada ao suporte avançado, atendimento e transporte de pacientes de alto risco de vida (tipo UTI).

Tripulação mínima: 01 motorista, 01 Médico e 01 Enfermeiro;

 

- Aeronave de Transporte Médico: destinada ao transporte inter-hospitalar de pacientes e atendimento de resgate.

Tripulação mínima: piloto, Médico e Enfermeiro;

 

- Embarcação de Transporte Médico: destinado ao transporte marítimo ou fluvial.

Tripulação mínima: condutor, Técnico/Auxiliar (em suporte básico) ou Médico/Enfermeiro (em suporte avançado);

 

 

Para um perfeito atendimento, a Ambulância tipo B deve conter a seguinte estrutura:

 

ü      sinalizador óptico e acústico;

ü      equipamento de rádio-comunicação fixo e móvel;

ü      maca articulada e com rodas;

ü      suporte para soro;

ü      instalação de rede de oxigênio com cilindro, válvula, manômetro em local de fácil visualização e régua com dupla saída;

ü      oxigênio com régua tripla (a- alimentação do respirador; b- fluxômetro e umidificador de oxigênio e c - aspirador tipo Venturi); manômetro e fluxômetro com máscara e chicote para oxigenação;

ü      cilindro de oxigênio portátil com válvula;

ü      prancha curta e longa para imobilização de coluna;

ü      talas para imobilização de membros;

ü      conjunto de colares cervicais;

ü      colete imobilizador dorsal;

ü      frascos de soro fisiológico e ringer lactato;

ü      bandagens triangulares;

ü      cobertores;

ü      coletes refletivos para a tripulação;

ü      lanterna de mão;

ü      óculos,

ü      máscaras

ü      aventais de proteção

ü      maletas com medicações a serem definidas em protocolos pelos serviços

ü      material mínimo para salvamento terrestre, aquático e em alturas

ü      maleta de ferramentas

ü      extintor de pó químico seco de 0,8 Kg,

ü      fitas e cones sinalizadores para isolamento de áreas

ü      maleta de urgência contendo:

o       estetoscópio adulto e infantil,

o       ressuscitador manual adulto/infantil,

o       cânulas orofaríngeas de tamanhos variados,

o       luvas descartáveis,

o       tesoura reta com ponta romba,

o       esparadrapo,

o       esfigmomanômetro adulto/infantil,

o       ataduras de 15 cm,

o       compressas cirúrgicas estéreis,

o       pacotes de gaze estéril,

o       protetores para queimados ou eviscerados,

o       cateteres para oxigenação e aspiração de vários tamanhos;

ü      maleta de parto contendo:

o       luvas cirúrgicas,

o       clamps umbilicais,

o       estilete estéril para corte do cordão,

o       saco plástico para placenta,

o       cobertor,

o       compressas cirúrgicas e gazes estéreis,

o       braceletes de identificação.

 

 

 




Fonte: Portal - Enfermeira Adriana Mandelli


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